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Além da caneta

  • 20 de jun. de 2023
  • 13 min de leitura
Histórias de determinação e paixão

Contar histórias e desvendar pessoas é sempre uma tarefa difícil para o jornalista. Hoje, vamos conhecer as nossas histórias. Ao trilhar caminhos únicos, em busca de realizar sonhos como estudantes de jornalismo, cada um possui uma paixão e um propósito distintos, impulsionados por experiências de vida marcantes. Por meio da perspectiva única das mães encantadoras e dos amigos próximos, revelaremos detalhes fascinantes sobre esses jovens.


Sob o olhar de mãe


Iris Karoline de Aguiar Silva

Olhar atento e bom coração são características que tornam Iris uma pessoa diferenciada

Legenda: Foto de Iris ainda criança


Menina mulher, linda, dona de uma alma sincera, inteligente, comprometida e aventureira na culinária. É assim que Elisabeth, mãe de Iris Karoline de Aguiar Silva, destaca a personalidade da filha, escritora de poemas e estudante de jornalismo.


Apaixonada pelo mundo mágico das boas histórias, desde nova, Iris é uma tradicional devoradora de livros. Encontrou nas palavras um refúgio para se expressar e compartilhar o que sente dentro de si. “Minha filha sempre gostou de escrever. Normalmente, precisamos ensinar a criança a pegar no lápis. Com ela, não. A primeira vez em que pus um lápis na sua mão, ela pegou certinho e fez os primeiros traços. Nunca precisei ajudá-la. E, desde então, não os largou mais”, conta a mãe.

Legenda: Foto de Iris nos dias atuais


Os anos se passaram e Iris cresceu, sem deixar de lado a criatividade, os sonhos e a habilidade com as palavras. Ela se destacou no ensino médio, com a criação do projeto “Slam, resistência da alma”. Por intermédio de uma professora, encontrou no movimento uma maneira de mostrar seu dom, aliado à resistência aos ataques às minorias. Que o digam seus versos:


“É tão difícil de explicar

Isso que me abafa

E me dói a alma

Me preocupa

Me tira de mim

Me alegra

Conforta e desperta

O melhor dentro de mim

O suspiro contido

O sorriso abobado

O choro guardado

O riso tão esperado

Momentos para serem lembrados”


Identificado como um gênero literário de resistência, no Brasil, o slam é caracterizado pela declamação de versos em espaços públicos. Com o desejo de ampliar sua voz e denunciar as injustiças, Iris encontrou no jornalismo o canal certo para tal.


Entre arquitetura, veterinária e fisioterapia, seguiu seu coração, e se lançou ao curso das histórias e das palavras. Apesar de se sentir sobrecarregada em muitas ocasiões, Iris carrega consigo o esforço de entregar o melhor, e em tempo hábil, em todos os seus compromissos, pessoais e profissionais.


Ela inicia o dia cedo, para se deslocar até o estágio na TV Assembleia, no qual permanece até 13h. Ao retornar para casa, deixa o período da tarde para realizar tarefas da faculdade, compromissos pessoais, ler livros e acessar as redes sociais. À noite, assiste às aulas da faculdade.


O final de semana é tempo de descanso, passeio com amigos e atividades da Igreja.


Apesar de nova, aos 20 anos, Iris é um ser humano com um olhar atento ao próximo, e de muita generosidade. Ela já realizou diversos projetos especiais e transformadores em sua igreja evangélica, como o movimento de jovens que ajudam pessoas carentes, a célula, de estudo bíblico, o grupo de evangelismo e tradução nos eventos da instituição.


Como boa jovem curiosa e amante de livros, os sonhos são muitos e o desejo de conhecer o mundo é grande. Fazer intercâmbio e um trabalho home office, que lhe permita ter uma vida itinerante, é algo no topo da lista da sonhadora.


Parafraseando Sarah Ban Breathnach, “o mundo precisa de sonhadores e o mundo precisa de fazedores. Mas, acima de tudo, o mundo precisa de sonhadores que fazem”. Dedicada, carinhosa e inteligente como Iris é, logo mais, os sonhos vão mudar de status para “realizados”.


Este texto termina com as palavras da protagonista:


“A ventania dos pensamentos,

A chuva torrencial,

A queimada na montanha, na serra, no bosque,

Tudo é a mais pura confusão, ao mesmo tempo;

Sem esperar que cada um aconteça e se faça existir;

Cérebros colapsando e sem entender o que sentem, quando sentem

E não fazem nenhuma ideia de como não sentir;

Sentindo demais ou pouco demais;

Contrastando com a realidade;

O psicológico é um desastre climático,

Do mundo que existe aqui e por aí,

Dentro de cada um

Se alongando através das peles e cérebros

Com interseções em todo lugar

Passando por entre as vidas

E tão afiado quanto a navalha

Deixa marcas e cicatrizes

E por mais guardado que esteja

Secreto ou abandonado

O sentimento é atingido

Abalado, corrompido

Preenchido de felicidade

E ao mesmo tempo de ansiedade

Coexistindo dentro de um lugar apertado

Que já tá cheio de memórias

Experiências, estórias

Fritando cada neurônio

Que busca desesperadamente um último fôlego

Para sobreviver a esse maremoto, tsunami

Que cria onda gigantes de pensamentos, angústias

E no fim euforia.”



Ana Clara Parreiras

Jovem de 21 anos, irradia uma alegria contagiante, que ilumina a vida de todos ao redor


Não há quem resista ao seu encanto, e sua mãe, com um orgulho indescritível, descreve Ana como uma pessoa tão especial que é impossível não desejar ser sua amiga. Seu espírito vibrante e positivo é fonte de inspiração para todos que a conhecem.


Desde tenra idade, Ana demonstrou um brilho interior cativante, que se manifesta no sorriso constante e na atitude acolhedora. Geraldina, ou Gê, como gosta de ser chamada, conta que sua filha tem muito amor pelo que faz, além de se mostrar extremamente interessada, objetiva e disciplinada. “Ela ama a arte, escrever e conhecer. E adora ler, ir ao cinema, ver filmes e séries”, conta Gê.


Sua energia positiva é capaz de transformar qualquer ambiente em um espaço repleto de felicidade e harmonia. Ela encontra alegria nas pequenas coisas da vida e transmite essa alegria aos outros com um carisma genuíno. Geraldina diz que sua filha é única, pelo caráter generoso e pelo senso de justiça.


A relação em família é excepcional, e Gê descreve a conexão dela com a filha como “sincera”.


“Aqui, todos conversamos: eu, Ana, o pai dela e o irmão. Temos uma relação muito boa de diálogo, correção, troca de ideias. E de contar sobre o dia a dia”, conta.


Além de seu magnetismo natural, Ana conta com personalidade calorosa e acolhedora. Ela se preocupa profundamente com as pessoas ao seu redor, sempre pronta a ajudar. Sua empatia é uma de suas maiores virtudes.


“Somos muito envolvidos nos movimentos da juventude da igreja e trabalhamos na Sociedade São Vicente de Paulo. A intenção é envolver o mundo em uma única rede de caridade. A Ana é muito envolvida, pois sempre participa com os idosos e acho que isso transforma nosso mundo em um lugar melhor”, diz Gê.


Legenda: Ana Clara e Gabriel fantasiados para fazer visita ao asilo


Ana é uma verdadeira cultivadora de amizades. Sua habilidade de nutrir relacionamentos genuínos é um testemunho de sua autenticidade e da dedicação às pessoas que ama. Sua generosidade não conhece limites, e ela está sempre disposta a ajudar, apoiar e encorajar os amigos a perseguir seus sonhos mais ousados.


Sua mãe conta que Ana tem, tatuada, a palavra coragem, que está ligada a uma outra ideia: “isso vai passar”. Esse é um dos ensinamentos que Geraldina cita como um dos mais importantes na vida da filha.


“A Cacá me explicou que a frase significa que quando ela estiver passando por algum momento difícil, não é preciso perder as esperanças, pois vai passar. Já em momentos muito bons, também é preciso saber que vai passar. Então, é necessário aproveitar e curtir”.


Com personalidade magnética e alma radiante, Ana é uma verdadeira inspiração para todos que cruzam seu caminho. Por admirar o que a filha se tornou, a mãe descreve Ana como uma jovem mulher com muitos sonhos e uma jornada agitada no dia a dia, o que, apesar de desafiador, é também um privilégio.


“Nosso maior orgulho é vê-la trabalhar no Estado de Minas e gravar vídeos para a agenda. Ela faz dois estágios, deram essa oportunidade, e Ana tem coragem para viver tudo isso”.


Ana é uma presença que traz felicidade, e sua amizade é um presente que todos desejam receber. Geraldina complementa, ao dizer que a filha vive com intensidade, e absoluta certeza, o que quer ser na vida: jornalista.


Eis a história de Ana, jovem cativante, repleta de alegria e bondade, cujo brilho a torna alguém que todos aspiram a conhecer e ter como amiga.


Para aqueles que querem saber mais sobre que assunto puxar para uma conversa com a Ana, sua mãe destacou as cinco primeiras coisas de que se lembra ao pensar na filha:
Livros (siga o insta @cacaleitura e aproveita e já conheça mais sobre a Ana)
• Batata Frita
• Fé e Deus
• Happy hour
• Shein

Isabella de Carvalho Leite

Alma sensível, encontra inspiração nos animais, refúgio nos livros e conexão nas conversas, ao deixar uma marca permanente naqueles que cruzam seu caminho


Desde sua infância, ficou claro, para sua mãe, que Isabella era uma criança excepcional, “pra frente”. Assim Aninha define a filha, que, desde nova, sempre se revelou independente, decidida e corajosa.


Aninha afirma que Isabella, frequentemente, a acompanhava durante as aulas, no período noturno, pois não tinha com quem deixá-la, já que seu pai e sua irmã também estavam na escola. Isabella passava as aulas acompanhando a mãe lecionar, observando os alunos e seus comportamentos. Vira e mexe, fazia pirraça para sair da sala e correr nos corredores da escola estadual, mas, na maior parte do tempo, a pequena escrevia resenhas sobre os livrinhos que havia lido durante a semana.

Legenda: Isabella, sua mãe Aninha, sua irmã Amanda e seu pai, Jésus.


Sua mãe afirma que sempre soube que a filha iria seguir um caminho parecido com o seu. Isabella adorava acompanhá-la pelas escolas, ajudava a corrigir os trabalhos e provas dos alunos, e, por um tempo, até deu aulas particulares.


Ao ver sua filha crescendo, Aninha sente um misto de orgulho e gratidão, pois sempre conversava com a filha sobre seu futuro.


“Ela foi criada no interior, em Manhumirim, cidade muito pequena, e, desde que virou moça, falava em ir embora. Eu apoiava muito. Manhumirim é uma cidade excelente, mas com poucas oportunidades para o curso de jornalismo, que ela queria fazer. As outras opções eram veterinária e letras, mas eu sabia o que iria escolher”, conta.


Dito e feito: Isabella escolheu jornalismo. Desde pequena, sempre foi curiosa e questionadora, ávida por descobrir a verdade por trás de cada história. A leitura sempre foi uma paixão para Isabella, que encontrava refúgio nas páginas dos livros.


Os animais sempre ocuparam lugar especial no coração de Bella. Sua mãe lembra, com carinho, de todas as vezes em que a encontrava cuidando de um animalzinho ferido, pegando animais de rua e os trazendo para casa, de modo a surpreender a todos.


“Direto, Isabella chegava aqui em casa com um gatinho ou um cachorro que achou na rua, fazendo um drama e falando que era temporário. Eu ficava muito brava, mas, com o tempo, me acostumava e pegava amor pelos bichinhos”.

Legenda: Isabella e seus dois primeiros filhotes de cachorro


Isabella sempre foi defensora dos direitos dos animais, uma voz firme e corajosa para aqueles que não podem se defender. Sua mãe observa com admiração a forma como ela respeita e valoriza todas as formas de vida, e tem certeza de que a filha, por meio do jornalismo, encontrará maneiras de promover a conscientização sobre a importância da proteção animal.


Conversar é uma das habilidades mais marcantes de Bella. Ela tem o dom da comunicação e é uma ouvinte atenta. Sua mãe sempre se surpreende com sua capacidade de expressar pensamentos de maneira clara e persuasiva, Aninha afirma que ela e a filha sempre foram muito amigas e conversavam sobre tudo. Isabella é uma pessoa que valoriza o diálogo e a troca de ideias, e sua mãe tem certeza de que seu talento para a comunicação será uma ferramenta poderosa para abordar e defender temas importantes.


Defender causas sociais é outra das paixões de Isabella. Ela é uma jovem engajada, dedicada a lutar por questões que acredita serem fundamentais para uma sociedade mais justa e igualitária. A mãe admira profundamente sua determinação e coragem, ao enfrentar injustiças e dar voz aos marginalizados. Isabella é uma verdadeira defensora, disposta a enfrentar desafios em prol do bem comum.


Ana afirma, o tempo todo, que se sente imensamente grata por ter uma filha tão companheira em sua vida. Ela sabe que Isabella seguirá seu próprio caminho, com confiança e força, e estará ao seu lado para apoiá-la em cada passo da jornada. Com personalidade forte, paixão pelos estudos, amor pelos animais e por conversas, além de comprometimento com causas importantes, Isabella está destinada a fazer uma significativa diferença no mundo, assim como fez no mundo de sua mãe.



Marcos Afonso Prates

Alma observadora e gentil, supera desafios internos com coragem e se dedica a fazer a diferença na vida dos outros


Em emocionante entrevista, Raquel Prates, mãe de Marcos Prates, revela detalhes marcantes da vida do filho, da infância à juventude. Ela nos revelou, em relato sincero e tocante, o percurso de Marcos, descrevendo-o como criança observadora e delicada, que enfrentou vários desafios de saúde, mas, ao crescer, tornou-se um homem gentil e dedicado, apesar de suas lutas internas, com transtorno de ansiedade e depressão.

Legenda: (Raquel, mãe, Isaac e Daniel, seus irmãos, e Marcos


Durante a infância, Marcos sempre demonstrou notável capacidade de observar e absorver o mundo ao redor. Desde cedo, mostrou-se curioso e atento aos detalhes, revelando mente inquisitiva e percepção aguçada. Tais características permitiram que ele desvendasse mistérios e compreendesse nuances que, muitas vezes, passavam despercebidas aos outros.


No entanto, ao longo de sua jornada, Marcos também teve que enfrentar desafios relacionados à saúde. Segundo Raquel, ele passou por problemas que exigiram resiliência e força para superar. Tais dificuldades moldaram a personalidade do filho, fortalecendo-o e instigando-o a valorizar cada momento da vida. “Se formos contar quantas vezes Marcos já esteve próximo de nos deixar, vocês não acreditariam”, confessa.


À medida que ele crescia, a gentileza e a dedicação do filho tornaram-se cada vez mais evidentes. Raquel enfatiza que ele se transformou num jovem que se preocupa profundamente com o bem-estar dos outros, demonstrando empatia e apoio aos amigos e familiares. Sua natureza atenciosa e solidária o levou a se filiar em partidos de esquerda e a buscar maneiras de fazer a diferença na vida das pessoas ao redor. “Marcos é uma pessoa inconformada, insatisfeito com a realidade desse mundo. Tem dias em que penso que ele fará essa revolução sozinho”, conta, enquanto sorri.


No entanto, mesmo com sua aparente força e gentileza, Marcos enfrenta batalhas internas. Raquel revela que ele lida com transtorno de ansiedade e depressão, desafios que o acompanham em sua jornada. Essas lutas não lhe diminuem a coragem ou a determinação, mas o tornam ainda mais admirável, pela perseverança e pela capacidade de enfrentar seus demônios pessoais. “É muito triste ver uma pessoa bonita, inteligente, saudável, sofrendo com essa condição. Sei que, hoje, ele está melhor, mas não podemos deixar de dar atenção”.


Raquel expressa o orgulho e a admiração pelo filho, enfatizando sua habilidade em superar obstáculos e em se tornar uma pessoa dedicada, apesar das lutas diárias que enfrenta. Ela lembra que, mesmo com tantas batalhas internas, Marcos se esforça para apoiar aqueles ao seu redor, e busca, ativamente, ajudar os outros, ao usar suas experiências pessoais para criar uma conexão especial com todos que enfrentam desafios semelhantes.


Marcos é um exemplo inspirador de como enfrentar desafios pessoais pode moldar uma pessoa, fortalecendo-a e capacitando-a a impactar positivamente a vida dos outros. Sua história nos lembra da importância de estender a mão e mostrar compaixão, pois nunca sabemos as batalhas pessoais que alguém trava internamente.


Sob o olhar de amigo


Rafael Alef Dias Laurindo

“Vejo o Rafa como uma pessoa iluminada, que realmente encanta por onde passa”

Legenda: João e Rafael juntos em um bar


A amizade floresceu em um momento de incertezas e dificuldades ao redor do mundo. João e Rafael se conheceram, nas redes sociais e por meio de amigos em comum, em meados de 2018, mas foi durante o isolamento social, decorrente da pandemia Covid-19, em 2020 e 2021, que se tornaram grandes amigos.


“Ele é uma pessoa muito dedicada em tudo que faz”, diz João Victor Augusto, engenheiro de produção e “fiel escudeiro” de Rafael nos últimos anos. Ele foi uma das primeiras pessoas com quem Rafa compartilhou seu desejo de explorar sua paixão pela escrita no campo profissional.


Antes aluno do curso de publicidade e propaganda, Rafael decidiu trocar a graduação logo no início da pandemia que fez o mundo “desacelerar”. Em busca da realização de um sonho de criança, escolheu o jornalismo porque queria contar histórias e se comunicar melhor por meio das palavras.


“Não digo isso porque somos amigos, mas vejo ele como um dos melhores comunicadores que conheço, pela capacidade de transmitir tão bem informações e sentimentos”, destaca João.


Hoje, próximo ao fim da graduação, e depois de finalizar o terceiro estágio, Rafael deu início a uma nova história, com o primeiro trabalho de carteira assinada em sua profissão. “Vê-lo nesse lugar me deixa feliz porque todo mundo sabia que chegaria lá, menos ele”, reforça o amigo, que acompanhou de perto todas as etapas e realizações profissionais de Rafael nos últimos anos.


A amizade entre os dois virou um lugar de refúgio para desabafos, que vão das inseguranças sobre o lugar que cada um ocupa no mundo às apaixonadas discussões sobre os acontecimentos da cultura pop.


Desde pequeno, Rafa é um grande entusiasta do entretenimento, sua área de paixão dentro do jornalismo. “A volta da cultura y2k (year 2000) nos últimos anos é a alegria dele”, conta João, aos risos. Ainda na infância, Rafael gostava das histórias contadas na música, nos filmes e na TV da época. Foi essa magia que “plantou”, nele, a vontade de escrever.


Amante dos blogs e das colunas sobre a vida cotidiana, sempre quis “ser meio Carrie Bradshaw” (protagonista da famosa série americana Sex and the city), e usava a personagem como inspiração, para escrever sobre amor e dilemas da vida. Ainda sonha com isso, mas precisa desapegar da ideia de perfeição.


“Ele é perfeccionista com tudo, mas isso vem do lugar de querer sempre mostrar sua melhor versão aos outros, sabe?! Às vezes, preciso lembrar que ele é um só, e não precisa ser perfeito. Só precisa ser”, destaca .


Amigo como poucos, Rafael é descrito, por João, como “alguém com quem você sempre pode contar”, além de ter uma energia que ilumina qualquer ambiente. Risonho, entusiasmado e sempre cheio de ideias, sonha alto e só quer trazer um pouco da fantasia que vive, em sua mente, para a realidade.



Aléxia Costa Corradi

“Tenho muito orgulho da pessoa maravilhosa que ela tem se tornado e estarei sempre na primeira fila para aplaudir o sucesso e vibrar com suas conquistas”


A amizade entre Aléxia e Maria Cecília começou há quase 20 anos, lá no ensino fundamental.


Em uma cidade relativamente pequena, na região metropolitana de Belo Horizonte, é comum que as amizades feitas na infância perdurem até a vida adulta. Foi assim com as duas, que se conheceram ainda meninas e seguem, aos 26 anos.

Legenda: Aléxia e Maria Cecília à época da escola


“A gente costuma dizer que é o oposto complementar uma da outra. Somos geminianas, ela do fim de maio, e eu do meio de junho, mas, apesar do signo ser o mesmo, somos totalmente diferentes. Aléxia é mais na dela, caladinha, gosta de ouvir mais do que falar, e sou o contrário: extrovertida, amo falar”, conta Maria Cecília.


Apaixonada por livros – tanto por lê-los quanto por escrevê-los –, Aléxia decidiu estudar jornalismo, justamente, pela ampla possibilidade de especialização que o curso oferece, e se encontrou na “área” de redação. Pois nela quer permanecer por um bom tempo, ao passo que segue a desenvolver projetos pessoais, que também envolvem a escrita.


“Ela é muito talentosa e dedicada. Quando gosta verdadeiramente de algo, não desiste fácil. Admiro muito isso nela”, comenta a amiga.

Legenda: Montagem com quatro fotos de Aléxia e Maria Cecília ao longo dos anos


Maria lembra de momentos da escola com Aléxia, e conta que a amiga sempre foi a mais tímida do grupo. Tinha muita dificuldade de falar na frente de muita gente e nas apresentações de trabalho, por exemplo: “Mas, com os amigos, ela se solta. Sempre faz a gente rir, além de estar sempre ali, para oferecer o ombro quando precisamos”.


Como a boa geminiana que é, Aléxia gosta de várias coisas diferentes. Ama a saga Harry Potter desde pequena, e já assistiu a todos os filmes dezenas de vezes. Adora passar o tempo na frente da televisão, maratonando séries de diversos tipos e gêneros, ou vendo filmes de suspense e slasher (seu gênero favorito). Também gosta de ter momentos de relaxamento, ao se divertir com The Sims, jogo de simulação de vida real, no qual é possível criar famílias e construir casas, sendo sua preferida, justamente, a parte da construção. “Aléxia é muito tranquila. Ela nunca foi de sair muito, e sempre se revelou mais caseira. Os programas de fazer algo em casa são maravilhosos para ela”, conta a amiga.


Ainda segundo Maria Cecília, a amizade das duas não é tão frequente, daquelas de conversar todos os dias, mas, quando elas se encontram, ou, até mesmo, quando conversam pelas redes sociais, é como se o tempo não tivesse passado: “Nossas trocas são sempre maravilhosas. Temos ideias de futuro, visões de mundo e desejos de liberdade que batem muito. Muito do que sou, hoje, devo a ela. E sei que esse sentimento é totalmente mútuo”.


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