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Turno da madrugada: o desafio de trabalhar enquanto o mundo descansa

  • 2 de mai. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 18 de jun. de 2023

Acompanhe a jornada de profissionais que encaram a noite como período produtivo e descubra como enfrentam o horário atípico

Por Adriano, Carlos Zambon, Daniel Henrique, Gabriel Queiroz, Rafael Palheiros, Keylla e Bárbara Veloso


Trabalhar no período da madrugada pode ser desafiador e, até mesmo, assustador para algumas pessoas. Para outras, no entanto, é uma escolha consciente, que pode, inclusive, trazer muitas vantagens. Conheça, agora, histórias de quem encara a madrugada como oportunidade de trabalho.


Um dos setores que mais demanda profissionais no período da madrugada é o da saúde. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem etc. trabalham em hospitais e postos durante a noite para garantir que os pacientes sejam assistidos em tempo integral.


Outro setor pródigo em trabalhadores noturnos é o da segurança. Vigilantes ou policiais, afinal, precisam estar alerta, durante toda a madrugada, para garantir a proteção da população. Além disso, muitas empresas de segurança privada realizam rondas para proteção de condomínios, empresas e outros locais.


A equipe de reportagem acompanhou a rotina de Manuella Oliveira, dona de um bar na região do Renascença, e notou que o estabelecimento estava cheio até as 23 horas, quando abaixaram o som em respeito aos moradores próximos.


Por se tratar de área policiada, e com equipamentos de proteção, não houve problemas relativos à segurança. Foi possível perceber, porém, o desgaste físico e mental dos funcionários do bar, assim como da equipe de jornalistas.


A partir desta própria apuração jornalística, aliás, é possível dizer que trabalhadores noturnos sofrem maior desgaste, mesmo que a jornada seja menor, devido a diversos fatores.


Para falar do assunto com mais propriedade, procuramos um trabalhador noturno, Edmar Martins, coordenador de operações da Coca Cola, em Itabirito, há 3 anos. Sua rotina se mostra totalmente inversa à do trabalhador diurno, pois ele trabalha das 22h às 6h.



No ver de Edmar, o cansaço mental ainda não apareceu, mas o desgaste físico é perceptível, visto que seu trabalho é “6x1”, ou seja, há folgas apenas uma noite durante a semana. Descanso? Apenas aos sábados.


No que se refere à alimentação, Edmar conta que tal questão tem sido um problema, pois não consegue cear todos os dias. Ele só vai ao refeitório quando está com muita fome; caso contrário, faz um lanche simples, com café e biscoitos.


De dia, o coordenador de operações consegue dormir sem problemas, mas, recentemente, devido a um serviço matutino, tem apenas a tarde para se recuperar. “Em dias pesados, a fadiga atrapalha minha concentração à noite, e o sono se torna inevitável”, conta.


Questionado sobre as vantagens do trabalho noturno, Edmar relata que tem o dia livre para resolver suas demandas. Além disso, a empresa acrescenta 30% no valor de seu salário, o que, financeiramente, o ajuda muito.

E quanto às desvantagens? Há o grande risco à saúde, a privação de sono, a alimentação incorreta e a escala de trabalho puxada. A tudo isso, soma-se a infelicidade de, geralmente, não conseguir participar de encontros familiares!


Por fim, é importante destacar que trabalhar durante a madrugada apresenta outros tantos desafios, a exemplo da falta de transporte público e da adaptação do sono. Para aqueles que se dedicam e se adaptam, porém, a madrugada pode ser uma oportunidade de crescimento profissional e financeiro.





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